Iranianos se preparam para ataques à infraestrutura civil do país
Presidente americano, Donald Trump, que ameaçou destruir as usinas de energia e as pontes do Irã a menos que o país reabra o Estreito de Ormuz, cidadãos iranianos contaram à BBC como estão vendo a situação.
Perceberam que Trump não se importa nem um pouco com elas", disse um deles.
Sociais no domingo (5/4), Trump afirmou que "terça-feira será o Dia da Usina de Energia e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!!!".
Que o Irã regredirá à "Idade da Pedra" e ficará sem usinas de energia ou pontes se nenhum acordo for alcançado até às 21h de terça-feira pelo horário de Brasília (madrugada de quarta-feira no Irã).
Ser aniquilado da noite para o dia, e isso pode acontecer amanhã [terça-feira] à noite.
O que podemos fazer como pessoas comuns? Não podemos fazer nada. Não podemos impedi-lo [Trump]. Fico pensando em um cenário em que, daqui a um mês, estou sentado com minha família sem água, sem eletricidade, sem nada. E alguém apaga a vela e vamos dormir."
Supermercados bem abastecidos, a BBC ouviu relatos de que algumas pessoas estão estocando mantimentos e temem que o abastecimento de água também seja interrompido.
Encontra em casa com água", disse Mina, também na casa dos vinte anos e de Teerã.
Cada vez mais pessoas no Irã perceberam que Trump não se importa nem um pouco com elas. Eu o odeio do fundo do meu coração e odeio também aqueles que o apoiam.
Contra o governo varreram o Irã, Trump disse que "a ajuda estava a caminho" para os manifestantes.
Lançaram uma repressão sem precedentes, matando pelo menos 6.508 manifestantes e prendendo outros 53.000, segundo a agência de notícias americana Human Rights Activists News Agency (Hrana, na sigla em inglês).
Viram os ataques EUA-Israel como a ajuda que lhes havia sido prometida. Mas a maioria delas agora vê os ataques à infraestrutura energética como o cruzamento de uma linha vermelha.
Atingiram até agora", disse Arman, na casa dos 20 anos e morador de Karaj, a oeste de Teerã. A imprensa iraniana informou que 13 pessoas morreram e quase 100 ficaram feridas quando uma ponte em construção em Karaj foi bombardeada na quinta-feira (2/4).
Elétrica paralisa o país. Isso só beneficia a República Islâmica. Moro a cerca de 1km da maior usina elétrica de Karaj, e se eles a atacarem, será só sofrimento para mim."
Se atacar alvos no país derrubar a República Islâmica, para mim está ótimo. Porque se a República Islâmica sobreviver a esta guerra, ela permanecerá para sempre.

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