Por que Trump canta vitória com a maior reversão de políticas
Recentemente, o presidente Donald Trump comemorou o que chamou de “a maior reversão de políticas climáticas da história dos Estados Unidos” — e isso tem motivos claros na política interna e na visão dele e de sua administração sobre regulação ambiental. Aqui vai um resumo do que está acontecendo e por que ele trata isso como vitória:
🌍 1. Revogação de uma base legal central para políticas climáticas
Trump e a Donald Trump lideraram a revogação da chamada “endangerment finding” de 2009 — uma determinação da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) de que gases de efeito estufa como dióxido de carbono e metano representam risco à saúde e ao bem-estar humanos. Essa conclusão era a base legal principal para a maior parte das regras federais que limitam emissões de carbono e outros poluentes que aquecem o planeta.
Sem essa base, o governo federal perde o alicerce legal para regular emissões de carros, caminhões, usinas e outros setores sob a lei do ar limpo (Clean Air Act) — algo que tinha sido confirmado por décadas de ciência, decisões judiciais e políticas públicas.
📉 2. Derrubar regulações significa “menos custo” para indústrias
A administração afirma que eliminar esses requisitos regulatórios vai aliviar custos para a indústria automobilística e outros setores, removendo obrigações de medir, relatar e limitar emissões, algo que Trump e seus aliados chamam de “regulação excessiva” ou entrave econômico. Eles destacam potenciais economias de trilhões de dólares em décadas e maior “liberdade competitiva” para o setor industrial.
Para Trump, isso é uma vitória porque reforça sua narrativa de priorizar emprego, crescimento econômico e competitividade empresarial, em vez de políticas ambientais que ele e seus apoiadores veem como restritivas.
🪫 3. Parte de uma estratégia mais ampla de política energética
Esse movimento não veio sozinho:
Os EUA saíram novamente do Acordo de Paris, debilitando o compromisso internacional do país com metas climáticas.
A administração também tem cortado créditos fiscais para veículos elétricos e políticas de incentivo às energias limpas.
Isso tudo se encaixa em uma agenda mais ampla de redução de regulações ambientais, apoio à indústria de combustíveis fósseis e rejeição das políticas climáticas consideradas “onerous” pelo governo.
⚠️ 4. Críticas e controvérsias
Especialistas ambientais, cientistas, organizações de saúde pública e políticos opositores dizem que essa reversão mina décadas de progresso na luta contra as mudanças climáticas e coloca em risco a saúde pública — porque mais emissão de gases significa mais aquecimento global, ondas de calor, tempestades intensas e doenças respiratórias.
Grupos ambientalistas também preveem que essa decisão será desafiada nos tribunais porque contraria precedentes legais e científicos bem estabelecidos.
Em resumo: Trump celebra porque eliminou uma das principais bases legais que permitiam ao governo federal dos EUA impor limites às emissões poluentes, o que ele e seus aliados defendem como uma grande conquista de desregulamentação econômica. Mas críticos veem essa “vitória” como um retrocesso significativo na ação contra as mudanças climáticas e na proteção da saúde pública.

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