Como ataque de Trump à Venezuela coloca diplomacia de Lula
Ameaças do presidente Donald Trump contra Cuba, México e Colômbia evidenciaram a fragilidade da América Latina diante da maior potência mundial.
Reportagem, a situação é preocupante para o Brasil, mas o país está melhor posicionado que outras nações da região frente à nova ofensiva trumpista, seja por sua maior força econômica, seja pelo prestígio internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Diferentes países e atuar com bom trânsito em organismos multilaterais, estão enfraquecidas no novo contexto global, em que nações fortes como os EUA simplesmente impõem suas vontades à força.
Apostando no diálogo com múltiplos países e na defesa das regras do direito internacional de não agressão e respeito à soberania das nações. Para os entrevistados, o Brasil deve continuar fortalecendo laços com outras potências como China e Rússia, mas com o cuidado de manter uma boa relação com os EUA, sem melindrar a gestão de Donald Trump.
México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha condenando o ataque. Dentro do governo brasileiro, a iniciativa foi considerada importante como forma de não normalizar o ocorrido na Venezuela.
Do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acreditam que o principal freio para a agressiva política externa americana pode vir de dentro dos EUA, caso aumente o desgaste doméstico de Trump.
Que a maior parte das vagas do Congresso dos EUA estará em disputa, são consideradas cruciais para as ações futuras do presidente americano.
Ataque, o Palácio do Planalto mantém o interesse em um novo encontro presencial entre Lula e Trump neste ano, embora ainda não haja data prevista. Interlocutores do presidente consideram que o contato direto com o presidente americano, um líder centralizador, é fundamental para manter uma boa relação entre os dois países.
Governo brasileiro não recebeu qualquer contato dos EUA sobre a manifestação de Lula, que tratou o ataque à Venezuela como inaceitável, logo após a captura do presidente Nicolás Maduro. "Houve zero reclamação", enfatizou.
Semana após o ataque à Venezuela, os sinais são de unidade em torno do governo de Delcy Rodríguez, vice-presidente que assumiu o comando do país.
EUA almejam para explorar o petróleo venezuelano, e é algo que interessa também ao Brasil, que busca evitar uma crise social na fronteira brasileira.
Doação de 100 toneladas de insumos para garantir a hemodiálise de cerca de 16 mil pacientes na Venezuela, após um centro de tratamento renal ter sido destruído no bombardeio americano.

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