Estados Unidos, que têm todo poder para determinar os rumos dos países da região conforme seus próprios interesses?
Britânica Grace Livingstone, autora do livro America's Backyard: The United States and Latin America from the Monroe Doctrine to the War on Terror ("O Quintal da América: Os EUA e a América Latina, da Doutrina Monroe à Guerra ao Terror", em tradução livre).
Governo do presidente americano James Monroe (1758-1831), afirmava que qualquer intervenção de potências europeias no hemisfério ocidental seria vista pelos EUA como uma ameaça direta à sua segurança.
Presidente Theodore Roosevelt (1858-1919), que disse que os EUA poderiam intervir em países da região para estabilizar governos considerados incapazes de cumprir obrigações internacionais.
Colocava em prática uma das máximas do presidente: "fale com suavidade e tenha à mão um grande porrete, assim você irá longe".
Por Trump é diferente do que se viu no passado, afirma Livingstone.
Que isso tenha sido feito pelo bem da democracia", afirma em entrevista à BBC News Brasil a acadêmica britânica, que é ligada ao Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
Desempenhariam, se necessário, o papel de uma força policial internacional. [A ação na Venezuela] não tem nada a ver com defender o Estado de Direito ou o sistema internacional", diz Livingstone.
EUA, para controle de recursos e dos interesses das empresas americanas. É muito mais explícito."
Um tribunal em Nova York onde está sendo acusado de supostas ligações com o narcotráfico, o departamento de Estado dos EUA publicou no X (antigo Twitter) uma mensagem com uma foto de Trump que remete à Doutrina Monroe.

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