Moradores vivem sob ameaça de drones com explosivos no Rio de Janeiro 2026

 

A utilização de drones adaptados para lançar explosivos por facções criminosas transformou o espaço aéreo de várias comunidades do Rio de Janeiro em uma nova frente de batalha, gerando pânico generalizado entre os moradores. De acordo com investigações da Polícia Civil e dados do Disque Denúncia, o uso desses dispositivos — antes limitados ao monitoramento e vigilância — escalou drasticamente em conflitos territoriais entre o Comando Vermelho (CV), o Terceiro Comando Puro (TCP) e milícias.

As investigações apontam que facções chegaram a financiar o envio de integrantes para a Ucrânia para aprender técnicas de operação de drones em cenários de guerra. Os criminosos utilizam desde granadas convencionais até "bombas-tubo" improvisadas, confeccionadas com PVC, pólvora, parafusos e estilhaços de vidro, muitas vezes acopladas a artefatos impressos em impressoras 3D.

Rotina das Comunidades,A rotina dos moradores foi profundamente alterada pelo medo de artefatos que caem do céu:Mudança de Hábitos: Moradores relatam o hábito de olhar constantemente para o céu antes de sair de casa e evitam permanecer em quintais ou áreas abertas.Esvaziamento de Espaços Públicos: Locais de lazer, como quadras e campos de futebol em favelas como o Quitungo (Zona Norte), ficam completamente vazios durante a noite. Ao menor sinal sonoro de um drone, a ordem é buscar abrigo imediatamente.Barreiras de Proteção: Em algumas comunidades, os próprios moradores ou traficantes instalaram coberturas de proteção sobre as ruas para tentar interceptar ou detonar os explosivos antes que cheguem ao chão.

Histórico Recente de AtaquesAgosto de 2026: Duas crianças e um homem ficaram feridos após um drone lançar explosivos durante uma festa de rua na comunidade de Cordovil, Zona Norte.Agosto de 2026: Uma residência na comunidade da Caixa d'Água ficou completamente destruída após ser atingida por uma bomba lançada do alto.Julho de 2026: Um jovem de 23 anos foi ferido por estilhaços na comunidade da Lagartixa, em Costa Barros. No mesmo período, o esquadrão antibombas precisou remover uma granada lançada por drone no telhado de uma creche no Jardim América.Casos Anteriores: Em abril de 2026, criminosos usaram um drone para lançar explosivos diretamente contra equipes e um blindado da Polícia Militar em Curicica, na Zona Oeste.



FONTE: G1,BBC,BBC BRASIL

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