O Rio de Janeiro está vivendo uma escalada tecnológica na guerra entre facções, e os drones passaram a ter papel importante. Reportagens recentes mostram três usos principais:
Vigilância: drones são usados para observar a movimentação de rivais e das forças de segurança.
Ataques à distância: há registros de drones adaptados para lançar explosivos contra grupos rivais. Um caso recente ocorreu em Dois Irmãos, na Zona Oeste.
Contra-ataque e proteção: a polícia vem ampliando o uso de drones para monitoramento e criou estruturas especializadas para acompanhar essa nova ameaça. Em 2025, foram registrados 73 casos de uso de drones em confrontos, segundo levantamento citado pela imprensa.
Um aspecto particularmente preocupante é a adaptação da arquitetura das comunidades. No Complexo do Alemão, por exemplo, a Polícia Civil identificou novas coberturas sobre ruas e vielas que podem dificultar a observação aérea e também proteger pessoas e posições contra ataques vindos de drones.
Há ainda investigações sobre uma possível influência da guerra da Ucrânia, já que a utilização de drones como plataformas de ataque ganhou enorme escala naquele conflito. Autoridades brasileiras investigam se criminosos buscaram aprender técnicas no exterior, embora existam divergências sobre o grau de sofisticação efetivamente alcançado no Rio.
Em outras palavras, não é apenas “tráfico usando drone”: está surgindo uma espécie de ciclo tecnológico — facções usam drones → polícia desenvolve sistemas de detecção e monitoramento → criminosos procuram formas de esconder ou neutralizar a observação aérea → novas tecnologias são incorporadas ao conflito.

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