Os EUA anunciaram em 14 de agosto de 2026 uma nova rodada de tarifas sobre drones importados e seus componentes. Mas há uma nuance importante: não é uma tarifa de 100% sobre todo drone estrangeiro. O percentual depende do tipo de drone, de sua capacidade e da origem.
O que foi taxado?
100%: drones considerados mais sensíveis para a segurança nacional — por exemplo, modelos com mais de 25 kg ou equipados com recursos como câmeras térmicas — e determinados componentes associados.
25%: drones menores e componentes considerados menos sensíveis.
Para alguns aliados dos EUA, há tarifas menores: 15% para UE, Japão, Coreia do Sul, Suíça, Taiwan e Liechtenstein, e 10% para o Reino Unido, sob determinadas condições de origem e conteúdo tecnológico.
Por que Washington fez isso?
1. Segurança nacional
O argumento central é que drones deixaram de ser apenas produtos eletrônicos: eles são considerados equipamentos estratégicos militares e de inteligência. Washington afirma que depender de fabricantes estrangeiros cria riscos para as forças armadas, infraestrutura crítica e dados americanos. A FCC já havia colocado drones e componentes produzidos no exterior em sua Covered List, classificando-os como risco potencial à segurança nacional.
2. Reduzir a dependência da China
Esse é provavelmente o ponto econômico mais importante. A China domina a fabricação mundial de drones e componentes, e os EUA querem diminuir essa dependência. A medida também tenta impedir que empresas chinesas simplesmente enviem componentes para um terceiro país, façam uma montagem mínima e depois exportem o produto aos EUA — o que Washington chama de “supply-chain laundering”.
3. Forçar a produção para dentro dos EUA
A tarifa funciona como um incentivo: se importar fica muito mais caro, fabricar nos Estados Unidos passa a ser relativamente mais atraente. O governo também autorizou programas para estimular investimentos na produção doméstica de drones.
4. Criar uma indústria de drones americana antes que seja tarde
Há uma preocupação estratégica de que os EUA possam ser dependentes de fornecedores estrangeiros justamente em uma tecnologia que ganhou enorme importância na guerra moderna. O governo está vinculando as tarifas a uma política mais ampla de “Drone Dominance”, incluindo cerca de US$ 1 bilhão em iniciativas do Pentágono para ampliar a aquisição de drones produzidos nos EUA.
FONTE: TECMUNDO

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