Nesta quinta-feira (13 de agosto de 2026), o Rio de Janeiro realiza uma ampla mobilização policial para tentar conter a expansão territorial do Comando Vermelho (CV).
Escala: a PM mobilizou 27 batalhões, além do Comando de Operações Especiais e dos oito Comandos de Policiamento de Área. As ações alcançam pelo menos 27 comunidades na capital, Baixada Fluminense e Região Metropolitana.
Objetivos: cumprir mandados de prisão, apreender armas e drogas, recuperar veículos roubados, retirar barricadas e impedir o avanço territorial da facção.
Principais áreas: Cidade de Deus, Complexo do Chapadão, Brás de Pina/Quitungo, Andaraí, Vila Vintém, Bangu e outras localidades; também há operações em municípios como Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias e São João de Meriti.
Confrontos: na Cidade de Deus, dois suspeitos foram baleados e houve apreensão de pistola e granada. No Quitungo, a PM apreendeu um fuzil AR-10 e prendeu um suspeito.
Contexto: a ofensiva ocorre após uma sequência de operações voltadas especificamente ao avanço do CV. Em julho, por exemplo, a chamada Operação Contenção mirou a facção na Cidade de Deus e Vila Sapê, relacionando sua expansão a roubos de veículos e tráfico.
A estratégia, portanto, vai além de operações isoladas: há uma tentativa de impedir que disputas entre facções resultem em novas áreas sob domínio criminoso, combinando ações ostensivas, cumprimento de mandados e retirada de obstáculos físicos.
Ao mesmo tempo, a dimensão dessas operações evidencia o desafio para os moradores, já que confrontos armados podem afetar transporte, escolas, comércio e circulação de pessoas. O episódio de uma passageira baleada dentro de um ônibus durante um confronto em Vicente de Carvalho, na véspera da operação, ilustra esse risco.

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