O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Gaeco, colocou a Trocafone no centro da Operação Frankmobile, deflagrada em 10 de setembro de 2026, que investiga uma cadeia de furto/roubo, receptação, adulteração e revenda de celulares.
Segundo a investigação:
O Gaeco considera a Trocafone um “nó financeiro central” e uma empresa no topo da cadeia de comercialização investigada.
O MP identificou aproximadamente 759,3 mil aparelhos cujos códigos não apareciam nas notas fiscais de compra da empresa. A Promotoria suspeita que parte desses aparelhos tenha origem furtiva ou roubada.
A empresa teria aparecido em 18 relatórios do Coaf entre 2018 e 2024, envolvendo cerca de R$ 95,8 milhões em movimentações consideradas suspeitas pelo MP. Entre elas, o Gaeco cita depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil.
Um gerente da própria empresa teria prestado depoimento em 2024 e, segundo a Promotoria, relatado o reaproveitamento de peças de celulares de origem ilícita desde 2014.
A operação cumpriu 84 mandados de busca e apreensão e sete de prisão temporária, em São Paulo e Goiás, além de medidas de bloqueio/sequestro de bens.
Importante: isso é uma investigação, não uma condenação. A Trocafone nega envolvimento no esquema e afirma ter fornecido a documentação solicitada às autoridades e estar analisando o material com seus advogados.
O contexto é uma investigação maior: o MP afirma ter identificado uma cadeia organizada que ia do roubo/furto à adulteração de IMEI, recondicionamento e posterior colocação dos aparelhos no mercado formal.

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