Segundo uma investigação publicada pelo The New York Times e repercutida nos últimos dias, um drone russo equipado com um sistema de IA matou três civis em Zaporizhzhia, na Ucrânia, em 6 de julho de 2026.
O caso chama atenção porque, de acordo com investigadores ucranianos e especialistas:
O drone era um Molniya, equipado com um computador Nvidia Jetson Orin.
O sistema utilizava visão computacional para identificar objetos e selecionar autonomamente o alvo final, sem um operador fazendo essa escolha naquele momento.
O ataque atingiu uma posto de gasolina, aparentemente buscando tanques de propano.
As vítimas foram uma estudante de 19 anos e dois homens, de 41 e 48 anos.
Investigadores encontraram no equipamento componentes e código que permitiram reconstruir parte do funcionamento do sistema.
O ponto mais importante é a distinção entre “drone controlado por IA” e “arma totalmente autônoma”. Há anos Rússia e Ucrânia utilizam drones com visão computacional para reconhecer e acompanhar alvos. Neste caso, porém, as evidências apontam para algo mais avançado: o drone teria recebido uma missão geral e tomado sozinho a decisão sobre o alvo específico durante a aproximação.
Especialistas consideram esse episódio o primeiro caso documentado de mortes de civis atribuídas a uma arma russa com seleção autônoma de alvo por IA, embora alguns detalhes técnicos permaneçam baseados nas análises ucranianas e na investigação jornalística.

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