O iminente reconhecimento do Estado palestino pelo Reino Unido era um potencial ponto de atrito, visto que Trump havia afirmado anteriormente que a medida poderia beneficiar o Hamas.
Mas, questionado diretamente sobre os planos do Reino Unido, Trump limitou-se a mencionar que tinha uma "divergência" com Starmer sobre o assunto, acrescentando, para reforçar a ideia, que essa era uma das "poucas divergências" entre os dois.
Starmer enfatizou que o momento da decisão do Reino Unido, prevista para os próximos dias, "não tinha nada a ver" com a visita de Trump e deveria ser visto no contexto de um plano geral para a "paz" no Oriente Médio.
E acrescentou que o Hamas, grupo considerado terrorista no Reino Unido, não poderia desempenhar "nenhum papel" em qualquer futuro Estado palestino.
Esses comentários foram recebidos com entusiasmo por Trump, que estendeu a mão por cima do púlpito para dar um tapinha nas costas de Starmer.
2. Usar tropas para impedir a imigração ilegal
Trump também teve a oportunidade de comentar outra questão política delicada para Starmer: seus esforços para impedir a entrada ilegal de imigrantes na Grã-Bretanha, em meio a números recordes de travessias em pequenas embarcações pelo Canal da Mancha neste ano.
Desta vez, porém, o presidente americano não poupou palavras, sugerindo que Starmer deveria envolver as Forças Armadas e alertando que a imigração ilegal "destrói os países por dentro".
Trump se referiu à sua abordagem para garantir a segurança da fronteira americana e disse que os dois haviam discutido o assunto durante uma reunião privada anterior.
Ele acrescentou: "Acho que a situação de vocês é muito semelhante. Vocês têm pessoas entrando, e eu disse ao primeiro-ministro que impediria isso, e não importa se você acionar as Forças Armadas, não importa quais meios você use."
Starmer disse que o primeiro voo sob o acordo de retorno de migrantes com a França decolou mais cedo, chamando-o de um "passo importante" na questão das pequenas embarcações.

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