O governo de Donald Trump anunciou nesta quinta-feira que vai classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. Segundo o secretário de Estado Marco Rubio, a medida entra em vigor em 5 de junho.
Antes disso, o Departamento de Estado já havia colocado os dois grupos na lista de “Specially Designated Global Terrorists” (terroristas globais especialmente designados), o que permite sanções financeiras e restrições internacionais.
A justificativa do governo americano é que PCC e CV atuam além do Brasil, com conexões internacionais ligadas ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e armas. A administração Trump argumenta que essas facções representam ameaça à segurança dos EUA e da América Latina.
No Brasil, a decisão gerou reação política imediata. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva vinha resistindo à classificação, argumentando que, pela legislação brasileira, terrorismo exige motivação ideológica ou política — algo que autoridades brasileiras dizem não se aplicar às facções, cujo objetivo principal seria lucro criminoso.
Analistas apontam possíveis impactos práticos da medida:
congelamento de ativos e maior vigilância financeira internacional;
pressão sobre bancos e empresas suspeitos de ligação indireta com as facções;
aumento da cooperação policial entre EUA e países da região;
possíveis tensões diplomáticas entre Washington e Brasília.
Também existe preocupação no Brasil de que a designação possa abrir espaço para maior interferência política e jurídica dos EUA em temas de segurança pública brasileira.

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