Perseguir o sonho de ser modelo. Chegou a trabalhar com uma agência no Sul do Brasil, mas um ano depois os trabalhos não apareciam.
Disse que uma amiga de São Paulo, de outra agência, faria uma visita e gostaria de conhecê-la.
Ana conta que foi convidada a trabalhar na capital paulista.
Seus pais apoiaram a decisão: ela moraria na casa dessa mulher, com outras meninas, e teria oportunidades na maior cidade do Brasil.
Revelado a seu pedido, diz ter embarcado para São Paulo, com passagem paga, pouco antes de completar 18 anos.
Que nesta reportagem chamaremos de Lúcia, pediu para ficar com seus documentos sob o pretexto de que faria um passaporte, conta a brasileira.
Passaria meses sem devolver sua documentação.
Fachada de modelo para que ela conseguisse um visto e pudesse ir aos EUA no começo da década passada.
Havia lhe prometido uma carreira na moda, cobrou US$ 10 mil de Epstein por seus serviços.
Documentos apresentados por ela e cruzado com depoimentos e informações colhidos pela reportagem.
Diferentes tipos de registros que compõem os arquivos do caso Epstein — um volume gigantesco de material divulgado pelas autoridades americanas desde novembro, em meio à pressão por novas investigações ligadas ao criminoso sexual.
Reportagem avalia que, em tese, a situação descrita por Ana poderia ser enquadrada como crime de tráfico de pessoas.

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