A investigação de pai que levou a reviravolta

Carlos Natalini passou a última década tentando provar que a morte da filha não foi uma fatalidade.

Adolescente Victoria Mafra Natalini, então com 17 anos, desapareceu durante uma atividade escolar em Itatiba, no interior de São Paulo, ele assumiu um papel duplo: de pai e de investigador.

Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, condenar a escola Waldorf Rudolf Steiner, na capital paulista, a pagar indenização por danos morais de R$ 1 milhão para o pai de Victoria.

Justiça de São Paulo (TJ-SP), que havia reduzido a indenização para R$ 400 mil. Em primeira instância, o valor fixado havia sido de R$ 1 milhão.

Virada não apenas jurídica, mas também na longa batalha travada pela família.

Desapareceu na fazenda Pereiras e foi encontrada morta no dia seguinte.

Da Escola Waldorf Rudolf Steiner, em São Paulo, seguiu em direção à fazenda no interior paulista. Os jovens passariam uma semana ali.

A participação dos estudantes era obrigatória. "Chamavam de excursão, mas eu não gosto desse termo", afirma. "Era um trabalho valendo nota. Não havia possibilidade de o aluno simplesmente não participar."

Sobre matemática e topografia. Eles fariam um mapeamento detalhado da propriedade rural. Era uma atividade tradicional na escola.

Quando os alunos foram divididos em grupos para mapear diferentes áreas da fazenda.

Victoria avisou aos colegas de grupo que iria ao banheiro. Ela seguiu por uma trilha em direção à sede do local, a cerca de 500 metros em linha reta. Segundo Natalini, porém, o trajeto real por estrada de terra exigia uma caminhada de 800 a 1.000 metros.

Segundo a investigação policial. Cerca de duas horas depois, os colegas de grupo estranharam que ela não havia retornado e procuraram os professores para perguntar se eles sabiam do paradeiro da adolescente. 


Evidente de que Victoria havia sido vítima de um crime. No começo, a morte dela foi considerada como suspeita, mas a principal possibilidade cogitada era de que tivesse acontecido por causas naturais.

Natalini começou a questionar o que poderia ter acontecido com a filha. Na época, chegaram a noticiar que a garota tinha histórico de convulsões, o que foi negado pela família.

Alimentava bem e praticava esportes. Em razão disso, ele achava pouco provável que Victoria tivesse morrido por problemas de saúde.

Jundiaí apontou "causa indeterminada, sugestiva de morte natural". Autoridades passaram a levantar a hipótese de convulsão ou problema de saúde súbito.

Eu zelava muito pela saúde da minha filha. Então só isso já destoava da realidade", diz Natalini.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

General confirma que escreveu plano para matar Lula e Moraes

Mudança de Trump sobre cessar-fogo pode favorecer Rússia

EUA acusam Judiciário no Brasil