Morte de El Mencho pode fortalecer PCC
A morte do narcotraficante mexicano Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), abriu um debate entre analistas de segurança sobre impactos não só no México, mas em todo o crime organizado das Américas — inclusive no Brasil.
🧭 O que aconteceu
“El Mencho” morreu em 22 de fevereiro de 2026, após ser ferido durante uma grande operação militar mexicana em Tapalpa, no estado de Jalisco. A ação provocou confrontos armados, bloqueios e ataques em várias regiões do país, evidenciando o peso do cartel que ele comandava.
Como fundador e líder absoluto do CJNG, ele centralizava decisões estratégicas — e sua morte criou um vácuo de poder dentro da organização.
⚠️ Por que especialistas citam possível fortalecimento do PCC
Segundo especialistas ouvidos pela imprensa, a fragmentação dos cartéis mexicanos pode favorecer grupos estrangeiros mais estruturados — especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A avaliação é baseada em três pontos principais:
1. PCC é menos violento e mais empresarial
Analistas afirmam que o PCC opera com um modelo considerado mais “profissional”, focado em:
logística internacional,
corrupção e cooptação,
redução de confrontos armados desnecessários,
estabilidade nas rotas de tráfico.
Enquanto cartéis mexicanos frequentemente entram em guerras abertas por território, o PCC tende a priorizar negociação e eficiência econômica, o que reduz perdas operacionais.
2. Possível guerra interna no CJNG
A sucessão no cartel mexicano não é clara:
filho de El Mencho está preso nos EUA,
familiares e operadores-chave também foram detidos,
vários comandantes regionais disputam influência.
Especialistas alertam que isso pode gerar divisões ou guerras internas, algo comum após a queda de grandes chefes do narcotráfico.

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