Nova lei em Israel prevê pena de morte a palestinos
Pena de morte a sentença padrão para palestinos condenados por ataques terroristas letais. Críticos descreveram a nova lei como discriminatória e diversas nações europeias alertam que ela corre o risco de minar os "princípios democráticos".
Knesset, o Parlamento de Israel, por 62 votos a 48 na segunda-feira (30/03). O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, votou a favor.
Tribunais militares israelenses por realizar ataques letais considerados "atos de terrorismo" serão executados por enforcamento em até 90 dias, com um possível adiamento de até 180 dias.
Executados sob a lei — mas, na prática, isso quase certamente não aconteceria, já que a pena de morte só poderia ser aplicada quando a intenção do ataque fosse "negar a existência do Estado de Israel".
Radical, com o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, como sua principal força motriz. Após a votação, ele postou no X: "Fizemos história!!! Prometemos. Cumprimos.
Legislação desnecessária, criada para dar mais curtidas a Ben-Gvir", disse ele. "Ela não contribui em nada para a segurança de Israel."
Alemanha e a Itália expressaram sua "profunda preocupação", afirmando que o projeto de lei corria o risco de "minar os compromissos de Israel com relação aos princípios democráticos".
Condenou a adoção da lei, dizendo que ela "busca legitimar execuções extrajudiciais sob o pretexto de legislação".
Noite de segunda-feira que a aprovação do projeto de lei "ameaça a vida" dos prisioneiros palestinos em prisões israelenses e pediu à comunidade internacional que "garanta a proteção de nossos prisioneiros".
Revogarem a nova lei. "Israel está descaradamente se dando carta branca para executar palestinos, ao mesmo tempo que elimina as salvaguardas mais básicas de um julgamento justo", disse Erika Guevara-Rosas, diretora sênior de pesquisa, defesa, política e campanhas do grupo de direitos humanos.
Já entrou com uma petição na Suprema Corte do país contra a lei.
Condenadas à pena de morte em sua história - uma delas o infame oficial nazista Adolf Eichmann, que desempenhou um papel importante na perpetração do Holocausto.

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