Ação de Trump na Venezuela pode criar um precedente para potências
A ideia por trás dessa afirmação é que qualquer ação unilateral de uma grande potência contra outro Estado — especialmente fora de um mandato claro de organismos internacionais — tende a gerar efeitos sistêmicos. No caso de uma eventual ação dos EUA sob Trump contra a Venezuela, o precedente poderia se manifestar em alguns níveis: Erosão do direito internacional Se uma potência justifica intervenção com base em argumentos amplos (como “ameaça à segurança”, “defesa da democracia” ou “proteção humanitária”) sem respaldo multilateral, outras potências podem usar justificativas semelhantes para agir em suas próprias zonas de influência. Normalização de intervenções unilaterais Rússia, China ou potências regionais poderiam apontar o exemplo americano para legitimar ações contra vizinhos, alegando interesses estratégicos ou proteção de populações específicas. Fragilização de instituições multilaterais ONU, OEA e outros fóruns perdem relevância quando grandes atores demonstram que decis...