Quem está por trás dos protestos violentos na França

 

Vocês, da mídia, estão todos focados na violência e na destruição dos protestos de sábado. Mas essa não é a maioria. Não somos 'nós'. Essa não é a França!"

Frente a uma fileira de vitrines quebradas, com cacos de vidro ainda espalhados pela rua arborizada de Paris. As paredes estavam pichadas com grafites em letras vermelhas insultando a polícia francesa e com a data dos distúrbios: 17 de outubro.

Perguntar o que elas achavam do que havia acontecido no sábado. Elisabeth estava tão chateada que, ao falar, parecia prestes a chorar.

Guerra civil na França, mas eu não. O que aconteceu no sábado foi algo completamente diferente."

Quem está por trás dos protestos mais violentos? Embora grande parte dos saques parecesse oportunismo, a violência parecia premeditada. Por que orquestrá-la agora, depois de semanas de protestos estudantis? E quem seria o maior beneficiado com a destruição no fim de semana? Elisabeth não tinha certeza absoluta.

Dentro e fora da França. Respostas simplistas podem ser atraentes, mas a verdade é que muitos fatores estão em jogo.

Yaël Braun-Pivet, propôs uma investigação parlamentar sobre os distúrbios e a forma como eles foram organizados.

Governamentais no início deste mês que grupos anarquistas de esquerda estavam envolvidos nos protestos estudantis. Sua assinatura: um A maiúsculo, circulado em preto, foi pichada em diversos prédios por toda a França neste fim de semana.

Vídeo gravado no sábado, mostrando grupos de jovens vestidos de preto, com um lenço preto no rosto para esconder a identidade, aparentemente atacando várias viaturas policiais com o que parecem ser martelos ou facões.

Setembro, publicado pelo jornal Le Figaro, detalha a "manipulação" de manifestações estudantis por sindicatos estudantis e movimentos políticos alinhados à esquerda radical.

Político da esquerda radical La France Insoumise (LFI) usa violência como estratégia para as eleições presidenciais de 2027. O LFI nega essa acusação.




FONTE: BBC BRASIL

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