Bilionários brasileiros perdem R$ 75 bilhões

 

O mercado brasileiro registrou uma forte queda histórica em reação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contrariando as expectativas dos investidores que apostavam na vitória do senador Flávio Bolsonaro.

Principais Indicadores do Tombo (26 de Outubro de 2026)

• Ibovespa: Despencou 13,88%, fechando aos 176.608,23 pontos — a maior queda percentual diária desde março de 2020 (pandemia). No início do pregão, o índice chegou a cair mais de 17% e acionou o mecanismo de circuit breaker (paralisação temporária das negociações).

• Valor de Mercado: As empresas listadas na B3 perderam R$ 734 bilhões em um único dia (recuando de R$ 5,684 trilhões para R$ 4,950 trilhões), o equivalente a quase 98% do valor de mercado da Petrobras.

• Dólar: Subiu 8,36%, fechando cotado a R$ 5,4066, após atingir picos acima de R$ 5,60 durante o dia.
• Bilionários: Os dez maiores bilionários brasileiros no ranking global perderam cerca de US$ 14 bilhões (R$ 75,6 bilhões) em fortunas ligadas a grandes bancos e empresas.

Setores Mais Afetados

• Consumo e Varejo: Lideraram as perdas devido ao temor de pressão na curva de juros. A Magazine Luiza caiu 58,23%, a Vamos recuou 56,79% e a Hapvida perdeu 54,93%.

• Setor Imobiliário e Construção: O índice do setor imobiliário caiu 29,11%, com destaque para a Cyrela que tombou 44,81%.

• Bancos: Instituições como Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e BTG Pactual registraram fortes quedas iniciais superiores a 20%, antes de mostrarem sinais de acomodação no dia seguinte.

• Exceções (Pontos Positivos): Empresas exportadoras com receitas atreladas ao dólar fecharam em alta, como a Suzano (+10,08%), Embraer (+8,89%) e Vale (+4,01%).

Cenário Atual (27 de Outubro de 2026)

O mercado financeiro apresenta sinais de acomodação e estabilidade no pregão seguinte, com as ADRs de bancos brasileiros e da Petrobras subindo no pré-mercado e o dólar registrando leve oscilação em torno de R$ 5,40. Analistas apontam que a reversão de curto prazo dependerá de acenos políticos de Lula e da indicação de nomes com credibilidade fiscal para a equipe econômica.


FONTE: UOL NOTICIAS,G1,BBC

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