A resposta curta é: não há evidências de que os terremotos na Venezuela, no Japão e nos Estados Unidos estejam diretamente relacionados. Embora tenham ocorrido em um intervalo de poucas horas ou dias, eles aconteceram em sistemas tectônicos diferentes, controlados por placas distintas.
Venezuela: dois terremotos muito fortes (magnitudes 7,2 e 7,5) ocorreram em sequência, separados por apenas alguns segundos. Eles estão associados ao movimento entre as placas do Caribe e da América do Sul, em uma região conhecida por sua atividade sísmica.
Califórnia (EUA): o terremoto de magnitude 5,6 ocorreu em um sistema de falhas diferente, ligado principalmente à interação entre as placas do Pacífico e da América do Norte.
Japão: o tremor de magnitude 6,9 ocorreu em uma zona de subducção distinta, onde a placa do Pacífico mergulha sob placas tectônicas da região japonesa.
A coincidência temporal chama atenção, mas os sismólogos explicam que isso pode acontecer por acaso. A Terra registra centenas de milhares de terremotos por ano; ocasionalmente, alguns de maior magnitude acabam ocorrendo em datas próximas sem compartilhar uma causa comum.
É verdade que terremotos muito grandes podem alterar ligeiramente o estado de tensões da crosta terrestre, mas esse efeito costuma ser significativo apenas nas proximidades do epicentro, favorecendo réplicas ou, em alguns casos, tremores em falhas vizinhas. Não há evidência de que um terremoto na Venezuela possa desencadear diretamente outro no Japão ou na Califórnia, separados por milhares de quilômetros.

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