O desastre na Venezuela é explicado por uma combinação de fatores naturais e humanos, e não apenas pela força dos terremotos.
Os principais fatores apontados por engenheiros e especialistas são:
Construções precárias: Muitos edifícios foram erguidos com fiscalização insuficiente, possível desrespeito às normas técnicas, manutenção deficiente e controle de qualidade limitado. Especialistas afirmam que esses problemas aumentaram o risco de colapso das estruturas.
Geografia desfavorável: A região de La Guaira possui solos sedimentares e instáveis que amplificam as ondas sísmicas. Além disso, a combinação de montanhas íngremes e faixa costeira estreita torna a área vulnerável a diferentes desastres naturais.
Terremotos rasos e consecutivos: Os dois fortes terremotos ocorreram em sequência e a pouca profundidade dos abalos fez com que a energia chegasse com maior intensidade à superfície, aumentando os danos às construções já fragilizadas.
Fiscalização insuficiente: Embora a Venezuela tenha atualizado seus códigos de construção após desastres anteriores, especialistas afirmam que o principal problema foi a aplicação irregular dessas normas, especialmente em empreendimentos públicos e antigos.
Em resumo, o elevado número de mortes e o grande volume de desabamentos são atribuídos à combinação entre infraestrutura vulnerável, fiscalização deficiente, características geológicas da região e a intensidade dos terremotos, fatores que potencializaram os efeitos do desastre.

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