A explosão de cubanos pedindo refúgio no Brasil

 

A manchete se refere ao forte aumento de cubanos buscando refúgio no Brasil nos últimos anos, impulsionado principalmente pela grave crise econômica e social em Cuba. Segundo reportagens baseadas em dados do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), 2022 registrou um número recorde de solicitações de refúgio por cidadãos cubanos no Brasil. Foram 4.241 pedidos entre janeiro e novembro daquele ano, tornando os cubanos a segunda principal nacionalidade a solicitar refúgio, atrás apenas dos venezuelanos. 

A frase destacada na matéria — “Com o salário de psicólogo em Cuba não dava para comprar nem 30 ovos” — foi usada por um refugiado cubano para ilustrar a perda extrema do poder de compra no país. Relatos semelhantes mencionam não apenas salários insuficientes, mas também escassez frequente de alimentos e produtos básicos, mesmo quando as pessoas possuem dinheiro para comprá-los. 
Entre os fatores apontados pelos migrantes para deixar Cuba estão:


Inflação elevada e deterioração do padrão de vida.


Escassez de alimentos, medicamentos e bens essenciais.


Baixas perspectivas econômicas para profissionais qualificados.


Busca por maior liberdade econômica e, em alguns casos, política. 


O fenômeno não é totalmente novo. Já havia um fluxo relevante de cubanos para o Brasil em anos anteriores, inclusive após o encerramento do programa Mais Médicos, quando muitos profissionais cubanos solicitaram refúgio para permanecer no país. 

Mais recentemente, dados divulgados em 2026 indicam que os cubanos chegaram a liderar os pedidos de refúgio no Brasil pela primeira vez em mais de uma década, superando os venezuelanos. 




FONTE: BBC BRASIL

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