Eleições no Peru como crises políticas levaram país
Presidente em eleições neste domingo (12/4), foi um exemplo de gestão macroeconômica por anos.
Das constantes mudanças de presidente nos últimos anos, o país conseguiu manter suas contas públicas saneadas, atrair investimentos estrangeiros significativos, continuar crescendo e manter o valor da sua moeda.
Vaivém da política peruana são admirados e invejados por outros países latino-americanos, castigados pelas turbulências financeiras. E contribuíram para prolongar o relato de sucesso que o país começou a escrever no início deste século, quando reformas econômicas agressivas superaram sua grave crise e definiram as bases para décadas de expansão do PIB.
Reluz é ouro. E, apesar dos seus indicadores positivos, os peruanos pagam um preço pela instabilidade política e pelas constantes mudanças de governo.
Peru andam por cordas separadas é uma meia verdade. Existe um ponto a partir do qual a política afeta a economia", explica à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, o economista Armando Mendoza, do Centro Peruano de Estudos Sociais.
Peru viu seu Produto Interno Bruto (PIB) crescer em cerca de 4% ao ano. E, em alguns anos, o país chegou a superar a barreira dos 10% de crescimento interanual.
Desde 2018, com a renúncia do então presidente Pedro Pablo Kuczynski, o PPK. Ela deu início a uma caótica sucessão de presidentes — oito, desde então.
Economia peruana cresceu em média cerca de 2,3% desde 2022. Segundo os especialistas, este índice está longe do seu potencial.
Existe um custo de oportunidades perdidas", explica Mendoza. "Se tivéssemos políticas sustentadas, não estaríamos crescendo em 3%. Provavelmente, estaríamos crescendo em níveis de 5 ou 6%."
Peruano de Economia e membro da diretoria do BCRP, Diego Macera, declarou à BBC que o Peru deveria ter se beneficiado mais da atual conjuntura de altos preços do ouro e do cobre, duas das suas maiores matérias-primas de exportação.
Macroestabilidade que vivenciamos, não há motivo para não termos crescido mais de 4,5%, se nossos governos tivessem sido razoavelmente previsíveis e competentes", explica ele.
Crescimento, a economia peruana se expandiu abaixo do esperado e o país não conseguiu retornar aos níveis de pobreza e emprego formal anteriores à pandemia.

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